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Embarcações
Tradicionais
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Barco de Água-Arriba do Rio Lima |
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Estes barcos de Agua-arriba destinavam-se ao transporte de mercadorias diversas
sendo a madeira a principal. Transportavam também vinho, mercearias, carvão, cal,
sal, etc, tudo o que fosse preciso. Também se destinavam a fazer as romarias nos
dias de festas e feiras transportando pessoas e mercadorias para feirar. Eram embarcações
de grandes dimensões entre os
12 e os 18 metros de comprimento, com uma borda ou
pontal de 1 metro e de largura ou boca com cerca de 3.5 metros, esguios na proa
e popa. Navegavam à vela e vara, não usavam remos. Aproveitavam as mudanças de marés
e as correntes para navegarem rio acima, rio abaixo. Geralmente dois homens, o barqueiro
e o moço de bordo. |
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Barco de dornas
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Embarcação de origem galega, que em
tempos era possível encontrar em Portugal nos rios Minho e Lima.
Esta singular embarcação era de duplo
casco, onde cada uma das partes flutuantes era talhada num único tronco de arvora.
Este tipo de embarcação já não possui
nenhum exemplar no activo, havendo esforços da parte de algumas associações galegas
no divulgarem e na criação de embarcações fidedignas.
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Maceira |
O nome quase diz tudo sobre esta embarcação de Vila Praia de Âncora.
Uma caixa de madeira, semelhante com as masseiras de amassar o pão. Um aparelho
muito simples formado por um pequeno mastro à vante cruzando verga de latina bastarda.
A tripulação de 2 homens era o suficiente para este barco que variava entre os 2,60
e os 4,70 metros.
Destinava-se tanto à pesca do alto como à costeira e à de rio.
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Carocho |
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O carocho é a embarcação mais característica do rio Minho. Nela sobrevive
uma arcaica e elegante tipologia apenas referenciável neste curso de água, fruto
de uma evolução e de um processo de mestiçagem construtiva fortemente marcado pelas
técnicas de origem nórdica. A difusão desta tecnologia atribuiu-se
aos vikings e normandos, a qual viria a cruzar-se, no noroeste peninsular, com elementos
de feição mediterrânica. A história deste barco alongado, de casco trincado, com
uma morfologia que lembra uma embarcação de pesca ainda em uso na Lapónia, remete
essencialmente para a actividade piscatória e o transporte de bens e pessoas.
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Batuxo |
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O “Batuxo” é um tipo de embarcação típica do rio Minho. Este tipo de embarcação é de dimensões reduzidas, normalmente transportava uma pessoa, onde o meio de locomoção era através de uma vara de cerca de três metros de comprimento. Este ainda era utilizado para largar redes que posteriormente seriam puxadas de terra, ou para carregar lenha de outras margens.
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Lancha Poveira |
A Lancha Poveira é só um tipo de embarcação, podendo ter varios tamanhos o que originou varios tipos de utilização pelos nossos antepassados, sendo possivel ainda ver este tipo de embarcação ainda hoje. A sua aréa de implantação ia do Rio Minho ao Rio Douro.
A Lancha grande destinava-se exclusivamente à pesca da pescada.
O batel usava-se na pesca à sardinha.
A catraia grande na pesca do alto, a catraia pequena na pesca da sardinha e espinel e o caíco na pesca da faneca.
Consoante o tipo de barco podia ir dos 4 a 5 metros, como o caíco até aos 13 ou 14 metros da lancha grande. O mastro, que se podia desarmar, inclinava para a ré e podia armar uma vela trapezoidal que era caçada à ré. Tinha ainda 4 a 5 remos por banda.
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